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quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

56) PRA books (11): Uma pequena mudança... vista retrospectivamente...


Este meu livro foi concebido e escrito inteiramente durante a campanha presidencial de 2002, bem antes de qualquer resultado eleitoral, mas eu já sabia quem iria ganhar (mas não vai nisso grande mérito).
Eu também já tinha previsto a conversão neoliberal em política econômica, mas acho que ninguém previu certas surpresas que depois apareceram. De resto, se o livro fosse escrito hoje, seu conteúdo provavelmente continuaria o mesmo. Quanto ao título, bem, quanto ao título seria preciso pensar...

A grande mudança : conseqüências econômicas da transição política no Brasil
Paulo Roberto de Almeida
(São Paulo: Códex, 2003)

índice
Prefacio
Como e por que sou e não sou diplomata (à maneira de Gilberto Freyre)

PRIMEIRA PARTE
Imaginando um novo tipo de política para o Brasil

1. Carta aberta ao próximo presidente (qualquer que seja ele)
Não tente inovar apenas para se diferenciar de seu predecessor
Cuidado com as más companhias
Não atenda a grupos especiais de interesse em troca de apoio político
Não confie na onipotência do governo
Não cometa os pecados do vizinho: protecionismo sempre afeta os mais pobres
Políticas sociais por via burocrática têm um alto custo de administração
Salário mínimo obrigatório diminui a empregabilidade e prejudica os mais pobres
Esqueça o conceito “fixação da taxa de juros”: diminua a despoupança estatal
Liberte-se da praga das concessões de rádio e TV; esqueça a publicidade oficial
Não acredite quando disserem que “direitos adquiridos” são imutáveis
Tente acabar com o feudalismo laboral e o regime de guildas profissionais
Uma última idéia maluca: tente inovar do ponto de vista tributário

2. Dez coisas que eu faria se tivesse poder (licença poética imaginária, mas justificada em uma fase pré-eleitoral)
Mudaria o hino nacional, colocando “bem-estar e desenvolvimento” em seu âmago
Acabaria com os chamados “direitos adquiridos”3
Tornaria a educação pública de base prioridade absoluta de governo durante uma geração inteira
Transformaria o Estado em agente do bem-estar coletivo, retirando-o de atividades produtivas ou de setores dotados de melhor eficiência quando de caráter privado
Mudaria o caráter e a orientação das forças armadas
Aprofundaria a abertura econômica e a inserção internacional do país
Tornaria a elaboração e execução orçamentárias totalmente transparentes, visíveis na internet
Promoveria uma reforma tributária radical, com imposto único de transações financeiras e poucas taxas seletivas de natureza social
Abriria creches públicas em todas as regiões dotadas de uma certa densidade potencial de mães
Abriria bibliotecas públicas infantis em todas as regiões dotadas de uma certa densidade potencial de crianças

3. A indiscutível leveza do neoliberalismo no Brasil: avaliação da era neoliberal
Os parâmetros conceituais do neoliberalismo
O contexto histórico-econômico do neoliberalismo no Brasil
O núcleo duro do neoliberalismo no Brasil e seu desempenho histórico
Questões de sustentabilidade interna e externa do neoliberalismono Brasil
À guisa de conclusão: a insustentável leveza teórica do neoliberalismo no Brasil

SEGUNDA PARTE
As conseqüências econômicas da vitória

4. Companheiros, muita calma: trata-se agora de não errar!
Princípios básicos da economia política dos partidos no sistema brasileiro
As leis fundamentais da economia política burguesa devagar com a louça
Princípios de economia política e do imposto: David Ricardo vingativo?
A organização social da produção ao estilo do programa de Gotha

5. Administrando as relações econômicas internacionais do Brasil
Introdução: os grandes temas de “economia internacional” da nova maioria
Desequilíbrios das transações correntes (“Exportar é a solução?”)
Dívida externa (e suas relações com a dívida pública interna)
Regime cambial e paridade do real (“Chamem um operador experiente!”)
Controles de capital (e outros remédios amargos)
Relações com o FMI e pacotes de ajuda financeira (consenso sobre o dissenso)
Mercosul, ALCA e OMC (malabarismos sub-regionais, hemisféricos e multilaterais)
Relações econômicas e políticas com o império (não há como escapar)
Investidores estrangeiros, especuladores internacionais et caterva (“Hello boys”)
Outros assuntos pertinentes (inclusive o valor de troca dos economistas da casa)

6. Preparado para o poder? Pense duas vezes antes de agir
O sindicalista amigo: salário e empregos na corda bamba
José Bové e outros socialistas bovinos de la campagne française: gordos subsídios
Consenso de Washington, imposições do FMI e Wall Street: distância deles?
Antinaftalinos, antialcalinos e antiglobalizadores em geral: muy amigos?
A boa e velha burguesia nacional: aliada contra o imperialismo?
O bispo da CNBB: um mensageiro espiritual da nova economia política

7. Conseqüências econômicas da derrota: identificando vencedores e vencidos
As novas partículas elementares
O combate de idéias
Relações econômicas internacionais
Economia doméstica

TERCEIRA PARTE
Sinais trocados no cenário internacional

8. A globalização e as desigualdades: quais as evidências?
Tendências à divergência e à concentração na economia mundial
O peso da demografia: a globalização promove a transição
Mudanças tecnológicas: os fatores determinantes são domésticos
O mito do “intercâmbio desigual”
Globalização financeira: para o bem e para o mal
A globalização como bode expiatório de políticas nacionais

9. O boletim do império
Segurança e estabilidade internacionais
Desarmamento e não-proliferação
Promoção do direito internacional e da cooperação entre os Estados
Contribuição ao consenso através do multilateralismo e de regras comuns
Elevação dos padrões internacionais em direitos humanos e direitos sociais
Defesa dos direitos laborais e dos direitos coletivos
Defesa da democracia e promoção da boa governança e da luta contra a corrupção
Defesa do meio ambiente, preservação de áreas comuns, estabelecimento de padrões
Contribuição ao progresso de outros povos via cooperação ao desenvolvimento
Abertura econômica, manutenção do crescimento com estabilidade e acesso dos demais países a seu mercado, sem requerimentos de reciprocidade

10. Camaradas, agora é oficial: acabou o socialismo
A última e definitiva “pá de terra” no caixão do socialismo?
Uma medida simples, mas altamente simbólica: de volta ao mercado capitalista
A longa marcha da Rússia, do capitalismo periférico à periferia do capitalismo, com uma torturada (e tortuosa) transição pelo socialismo
Um debate de idéias econômicas: marxianos contra marxistas
Análise marxista da ascensão e queda do socialismo

11. Democratização do poder mundial: possível, realizável, imaginável ou simplesmente desejável?
Introdução
A abordagem histórica e conceitual da democratização do poder mundial
Existe um poder mundial que possa ser democratizado?
A ordem mundial e a democracia política no plano doméstico
A base censitária da velha democracia e os desafios da expansão
A igualdade de direito, a desigualdade de fato
Ameaças à democratização depois do 11 de setembro de 2001
A democratização e a formação do novo império
O caso do hegemonismo benevolente: a democratização parcial do Big Brother

12. Sinais trocados na ALCA: teria a esquerda deixado de ser progressista?
As razões dos antialcalinos: uma definição pouco definitiva
No meio do caminho tinha um mercado: o grande obstáculo mental
Os candidatos a Dom Quixote e o moinho de vento da soberania nacional
A teoria da dependência dos antialcalinos: admirável mundo velho
A recusa pouco dialética do livre comércio: o que Marx teria a dizer?
A proposta da não-ALCA e as evidências econômicas: melhor sem ela?
Um novo padrão de acumulação de bobagens: o capital dos antialcalinos
Antialcalinos ao norte e ao sul: todos têm razão ao mesmo tempo?
A oposição à ALCA responde aos interesses dos trabalhadores latino-americanos?
Existe algum “progressismo” na campanha contra a ALCA?

POSFÁCIO
O que sou então?
Notas sobre os textos constantes deste volume
Nota sobre o autor

Um comentário:

Fernando disse...

Caro Paulo Roberto,desejo muita arte neste Natal. Só ela poderá transcender..., transformar mazelas vividas em estado de graça.Abraços.

fernando_lins@bol.com.br