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domingo, 8 de janeiro de 2006

136) Um bem-vindo profeta do apocalipse...


O Ricardo Bergamini é um economista de Curitiba que não se cansa de alertar os colegas, os estudantes e todo o Brasil sobre os problemas que irão inevitavelmente se apresentar, à presente e às futuras gerações, em decorrência de nossa total incapacidade, das elites e de toda a sociedade brasileira, em lidar com os desastres anunciados a respeito das contas públicas, crescentemente deficitárias em função de gastos perdulários do Estado brasileiro e do crescimento vegetativo de despesas obrigatórias como as obrigações previdenciárias.
Abaixo uma pequena amostra do desastre anunciado, e reiterado diversas vezes por ele, em mensagens que dirige a todos os cadastrados em seu sistema de distribuição. Vale a pena, igualmente, uma consulta a seu site, cheio de dados estatísticos, de informações econômicas relevantes, e de muitas aulas de história que são um primor de síntese e de rigor factual.
Ele representa uma das minhas "fontes primárias" para reflexões em torno de nossa caótica "economia política".

Começo de transcrição de mensagem do dia 8 de janeiro de 2006:

"Reflexão Sobre Previdência Social no Brasil – Fonte IBGE
Base: Novembro de 2005

Premissa Maior
Em novembro de 2005, segundo o IBGE, a População Ocupada (PO) tinha a participação de 43,9% de mulheres e 56,1% dos homens, a População em Idade Ativa (PIA) de 53,2% de mulheres e 46,8% de homens e a População Economicamente Ativa (PEA) de 45,2% de mulheres e 54,8% de mulheres.

Premissa Menor
As mulheres contribuem com cinco anos menos para a previdência (INSS ou Servidores Públicos) em relação aos homens, obtendo os mesmos benefícios dos homens, além de terem uma expectativa de vida de 7,6 anos maior do que os homens. Os militares possuem o direito de computarem nos cálculos de suas aposentadorias o período das escolas preparatórias e academias militares (5 anos). Com base na técnica atuarial existem 12,6 anos nas aposentadorias femininas civis, e 17,6 anos nas aposentadorias femininas militares, sem fontes de contribuições.

Conclusão
Como as estatísticas demonstram, nos últimos trinta anos, o crescimento exponencial da participação da mulher no mercado de trabalho, é óbvio e ululante que o Brasil vem montando uma bomba-relógio na previdência social, de proporções inimagináveis, que começará a ser sentida nos próximos anos, com o início dos pagamentos dos benefícios sem fontes de contribuição. Com base nas premissas acima colocadas, a falência total do sistema será inevitável.

Nota: Arquivos oficiais do governo brasileiro estão disponíveis aos leitores. Basta me solicitar.

Ricardo Bergamini
(48) 3244-7671
rberga@globo.com
www.rberga.kit.net"

Outro exemplo, do dia 7.01.06:

"“Um estado injusto com os seus próprios membros, jamais poderá praticar uma política de justiça social e distribuição de renda” (Ricardo Bergamini).

Reflexão Sobre o Salário Médio/Mês da União – Por Poderes – Fonte MF

Base: De Janeiro de 2005 até Novembro de 2005

Poderes da União Quantitativo R$ Bilhões Média/Mês R$ 1,00
Executivo Civil 1.347.858 47,2 3.183,50
Executivo Militar 643.640 21,5 3.036,71
Judiciário 109.395 11,2 9.307,39
Legislativo 34.653 3,5 9.181,92
Total 2.135.546 83,4 3.550,29

Notas: 1 - Estamos considerando o total de ativos, inativos, pensionistas, diretos, indiretos e intergovenamentais.
2 – O salário médio/mês dos trabalhadores formais da iniciativa privada é de R$ 974,50."

Pelas transcrições:
Paulo Roberto de Almeida

2 comentários:

Duda disse...

Venho algumas vezes por aqui e gosto muito do que leio. Parabéns pelo blog.

Paulo R. de Almeida disse...

Sou eu quem agradece o comentário, anônimo, por enquanto, mas pelo que vi no Blog Culturas Hibridas, de alguem dotado de alta sensibilidade e cultura artítica.