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quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

149) Da mediocridade e da vulgaridade elevadas à categoria de obras de arte


Não sei se estou ficando careta, intolerante ou rabugento, ou ambos os três, de uma só vez, como poderia dizer um desses apresentadores de programas “populares”, mas o fato é que não consigo evitar um certo sentimento de desalento ao tomar conhecimento do que anda pelas TVs (e em algumas rádios) desse Brasil afora.

Não que eu seja um “vidiota” compulsivo, muito menos um espectador ocasional ou sequer errático de TV: eu simplesmente não vejo televisão. Mas, por vezes é impossível escapar dessa suprema forma de imbecilização do ser humano, ao passar por certos bares e restaurantes, ao freqüentar algum consultório médico, ou simplesmente ao adentrar em qualquer lugar onde existam pessoas esperando e atendentes primários que estão lá, obviamente... para atender, e para ver televisão. Lá está ela, a grande tela colorida ligada nos programas mais imbecis que jamais foi dado à mente humana conceber, ou então a propaganda idiota do programa idiota que passará mais tarde, durante ou após o chamado “horário nobre” (nunca uma qualificação foi tão abusada).

Como diria alguém, nunca antes no Brasil, talvez mesmo desde Cabral, jamais se viu tantos programas idiotas, tanta mediocridade e tanta vulgaridade juntos, sorridentes e contentes, nas telas da TV (e em certas rádios, mas essas pelo menos eu passo ao largo, ao passo que a TV, muito frequentemente, nos atravanca o caminho, ou a sala de espera). Também, nunca antes, em 500 anos, se ouviu tanta música medíocre na boca de certos grupos que deveriam ser trancafiados numa sala de testes de algum grupo desses que só conseguem fazer “música” com a ajuda de algum “dum-dum-dum” repetitivo.
Certos programas de auditório ou essas “interações” que apelam para os instintos mais vulgares do ser humano não são apenas medíocres ou vulgares, eles são repulsivos e abaixo de qualquer crítica que se possa fazer.

Será que estamos sendo transformados em uma nação de idiotas? Meu único temor é que isso não tenha mais volta e que não seja mais possível reverter o fenômeno no futuro prevísivel. Será que não haverá melhoria na qualidade da educação que consiga trazer o Brasil de volta a padrões “normais” de programas de entretenimento?

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 11 de janeiro de 2006

Um comentário:

Carolina Valente disse...

Excelente pergunta!
Eu também acho, muitas vezes, que a TV contribui para o "emburrecimento" das pessoas.
Existe, realmente, muita coisa muito ruim...
Mas, cá entre nós, às vezes, eu gosto de assistir TV... Me dá aquela boa sensação do "il dolce far niente".
Abraços,
Carolina Valente